Tilandsias Oníricas propõe um percurso de sonhos e descobertas, onde o visitante é convidado a explorar um trajeto que se revela, aos poucos, guiado por surpresas cinéticas e visuais.
A proposta combina duas tradições paisagísticas. A primeira é a das plantas geometricamente manuseadas, com sebes barrocas e cercas vivas, aqui reinterpretadas como planos verticais sobrepostos, ora opacos, ora translúcidos, feitos de telas metálicas nuas, ou cobertas por vegetação. Esses planos misturam-se, como imagens espontâneas de um sonho e incorporam as sebes já existentes no local, como parte do desenho.
A segunda é a tradição das pérgulas de jardim. Da fusão entre ambas, nasce um labirinto pergolado: espaço híbrido entre o arquitetónico e o orgânico, entre o controle do projeto e o acaso da natureza, entre o racional e o irracional
Sob uma pérgula, pendem planos verticais de epífitas, formados por uma única espécie, evocando distintas imagens texturais. Essas texturas dos planos variam: com a Tillandsia usneoides, uma planta aérea e ondulante. Outras espécies criam diferentes texturas verticais, salpicadas aleatoriamente, introduzindo contrastes de cor sobre o fundo verde das Tilandsias.
O percurso convida, assim, a uma experiência de passagem e descoberta. Um roteiro onde a arquitetura e paisagismo se confundem, em jogos de opacidade e transparência. Tilandsias Oníricas é um folly contemporâneo, que sobrepõe camadas de epífitas e provoca devaneios oníricos.